Sejam Bem Vindos!

Bem Vindos ao Magia da Literatura Infantil



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domingo, 26 de junho de 2011

Sussurradores: Uma noite especial na Universidade


                              
                                         Se as coisas são inatigíveis...Ora!
                                Não é motivo para não quere-las
                                Que tristes seriam os caminhos
                                Se não for a mágica presença das estrelas.
                                                                                      Mário Quintana

Linda não, agora imagine ouvi-la sussurrada ao seu ouvido por alguém com um objeto como este...




As reações foram as mais diferentes possíveis, de surpresa, encantamento, felicidade, medo e até rudeza, no entanto, a medida que sussurávamos também distribuíamos um informativo sobre o que é o manifesto dos sussurradores e qual é a  nossa intenção ao fazê-lo...
O grupo francês Les Souffleurs soprou no ouvido de Giselly Lima, que soprou em nossos ouvidos: a gente pode enternecer o mundo sussurrando poesias.
"Comandos Poéticos" é a performance mais famosa dos Les Souffleurs e foi apresentada na cidade de São Paulo, na Virada Cultural de 2009, quando sussurraram poesia em praças e bibliotecas.
Como o grupo Les Souffleurs, usamos um tubo para sussurrar os textos. Optamos por reaproveitar tubos de papelão que, na nossa proposta, se tornam um objeto lúdico, belo e que recupera o gosto das brincadeiras simples de antigamente. Propomos-nos a usar a poesia como delicado presente, que se leva da boca ao ouvido. Aos poucos, vamos incluindo outras gentes que se disponham a interromper a tagarelice do mundo com segundos de poesia. Seguindo nessa proposta, tivemos momentos maravilhosos de muita descontração. Entramos em salas que estavam em aula, abordamos pessoas na praça, no ponto de ônibus, visitamos outro bloco de estudo e sussurramos ao ouvido de quem estava saindo, enfim foi fantástico, os mais inibidos usavam máscaras para não deixa que a timidez atrapalhasse aquele momento, ficando bem visível a empolgação de todos.
O que ficou, além das boas lembranças, foi o sentimento de gratidão a professora Giselly Lima por não ter desistido de nós, apesar de durante o processo não termos demonstrado muito entusiasmo e pelas experiência de leitura que só irão enriquecer muito mais nossa formação e ampliar nosso olhar como professores no futuro.  Obrigado!!!

Boas lembranças...Uma triste realidade atual.

Ainda com o objetivo de analisar  o uso do novo acervo escolhido pelo PNBE em escolas da rede pública, visitamos a biblioteca  de uma instituição municipal que está localizada no bairro da Santa Lúcia em Maceió-AL.
Escolhemos esta escola porque foi nela que vivi minhas primeiras experiência com a leitura (Elisabete), e apesar de não ter na época ( a 11 anos atrás) uma sala ampla para leitura, existia um bom acervo com gêneros variados e sempre ficava uma professora responsável que nos emprestava os livros. Eu lembro que eram poucas as crianças que se interessavam em visitar a biblioteca, mas eu tinha muita curiosidade de encontrar histórias que meu pai contava, como também, ficava muito entusiasmada em levar uma nova história para casa e ler para minha mãe que não sabe ler e para meus irmãos menores. Um conto que me lembro de ter levado para casa várias vezes foi o gato de botas...No entanto ao chegar na escola observei que a sala de leitura agora mais ampla tinha se transformado num depósito de objetos inúteis, de livros encaixotados, em uma sala de reforço pedagógico e que a literatura infantil a qual eu tanto me interessava reduziu-se a uma pequena estante com livros misturados e sem supervisão,tivemos a oportunidade de conversar com a coordenadora da escola e ela falou da falta de pessoal para gerenciar o acervo e do desinteresse da secretaria de educação em investir em pessoal para esse setor.
"Já solicitamos várias vezes alguém  para ficar na sala de leitura e eles não enviam ninguém, ou seja, só que acreditam que o professor está trabalhando se estiver na sala de aula."
O acervo não está atualizado, e não existe nenhum projeto visado o incentivo e o acesso aos livros pelos alunos. É uma realidade que se retrata também na pesquisa feita pelo PNBE.
Para ver e pensar!!!

http://www.escolalivredejornalismo.com.br/wp/wp-content/gallery/taguatinga/img_0009.jpg

Um conto que marcou...

 O Gato de Botas (Charles Perrault)
 
Era uma vez um moleiro muito pobre, que tinha três filhos. Os dois mais velhos eram preguiçosos e o caçula era muito trabalhador.
Quando o moleiro morreu, só deixou como herança o moinho, um burrinho e um gato. O moinho ficou para o filho mais velho, o burrinho para o filho do meio e o gato para o caçula. Este último ficou muito descontente com a parte que lhe coube da herança, mas o gato lhe disse:
__Meu querido amo, compra-me um par de botas e um saco e, em breve, te provarei que sou de mais utilidade que um moinho ou um asno.
Assim, pois, o rapaz converteu todo o dinheiro que possuía num lindo par de botas e num saco para o seu gatinho. Este calçou as botas e, pondo o saco às costas, encaminhou-se para um sítio onde havia uma coelheira. Quando ali chegou, abriu o saco, meteu-lhe uma porção de farelo miúdo e deitou-se no chão fingindo-se morto.
Excitado pelo cheiro do farelo, o coelho saiu de seu esconderijo e dirigiu-se para o saco. O gato apanhou-o logo e levou-o ao rei, dizendo-lhe:
__Senhor, o nobre marquês de Carabás mandou que lhe entregasse este coelho. Guisado com cebolinhas será um prato delicioso.
__Coelho?! - exclamou o rei.
__ Que bom! Gosto muito de coelho, mas o meu cozinheiro não consegue nunca apanhar nenhum. Diga ao teu amo que eu lhe mando os meus mais sinceros agradecimentos.
No dia seguinte, o gatinho apanhou duas perdizes e levou-as ao rei como presente do marquês de Carabás.
Durante um tempo, o gato continuou a levar ao palácio outros presente, todos dizia ser da parte do Marquês de Carabás.
Um dia o gato convidou seu amo para tomar um banho no rio. Ao chegarem ao local o gato disse ao jovem:
__ De hoje em diante seu nome será Marquês de Carabás. Agora, por favor, tire sua roupa e entre na água.
O rapaz não estava entendendo nada, mas como confiava no gato atendeu seu pedido.
O gato havia levado rapaz no local por onde devia passar a carruagem real.
esperto gato ao ver uma carruagem se aproximando começou a gritar:
__Socorro! Socorro!
Que aconteceu? - perguntou o rei, descendo da sua carruagem.
Os ladrões roubaram a roupa do nobre marquês de Carabás! - disse o gato.
__ Meu amo está dentro da água, ficará resfriado.
O rei mandou imediatamente uns servos ao palácio; voltaram daí a pouco com um magnífico vestuário feito para o próprio rei, quando jovem.
Contos, fabulas e historinhas: O Gato de Botas
O dono do gato vestiu-se e ficou tão bonito que a princesa, assim que o viu, dele se enamorou. O rei também ficou encantado e murmurou:
__Eu era exatamente assim, nos meus tempos de moço.
O rei convidou o falso marquês para subir em sua carruagem.
__ Será que a vossa majestade nos dá a honra de visitar o palácio do Marquês de Carabás? – perguntou o gato, diante do olhar aflito do rapaz
O rei aceitou o convite e o gato saiu na frente, para arrumar uma recepção par ao rei e a princesa.
O gato estava radiante com o êxito do seu plano; e, correndo à frente da carruagem, chegou a uns campos e disse aos lavradores:
__O rei está chegando; se não lhes disserem que todos estes campos pertencem ao marquês de Carabás, o rei mandará cortar-lhes a cabeça.
De forma que, quando o rei perguntou de quem eram aquelas searas, os lavradores responderam-lhe:
__Do muito nobre marquês de Carabás.
__Que lindas propriedades tens tu!- elogiou o rei ao jovem.
O moço sorriu perturbado, e o rei murmurou ao ouvido da filha:
__Eu também era assim, nos meus tempos de moço.
Mais adiante, o gato encontrou uns camponeses ceifando trigo e lhes fez a mesma ameaça: __Se não disserem que todo este trigo pertence ao marquês de Carabás, faço picadinho de vocês.
Assim, quando chegou a carruagem real e o rei perguntou de quem era todo aquele trigo, responderam:
__Do mui nobre marquês de Carabás.
O rei ficou muito entusiasmado e disse ao moço:
__ Ó marquês! Tens muitas propriedades!
O gato continuava a correr à frente da carruagem; atravessando um espesso bosque, chegou à porta de um magnífico palácio, no qual vivia um ogro muito malvado que era o verdadeiro dono dos campos semeados. O gatinho bateu à porta e disse ao ogro que a abriu:
__Meu querido ogro, tenho ouvido por aí umas histórias a teu respeito. Dizei-me lá: é certo que te podes transformar no que quiseres?
__ Certíssimo - respondeu o ogro, e transformou-se num leão.
__ Isso não vale nada - disse o gatinho. - Qualquer um pode inchar e aparecer maior do que realmente é. Toda a arte está em se tornar menor. Poderias, por exemplo, transformar-te em rato?
__ É fácil - respondeu o ogro, e transformou-se num rato.
O gatinho deitou-lhe logo as unhas, comeu-o e desceu logo a abrir a porta, pois naquele momento chegava a carruagem real. E disse:
__ Bem vindo seja, senhor, ao palácio do marquês de Carabás.
__ Olá! - disse o rei
__ Que formoso palácio tens tu! Peço-te a fineza de ajudar a princesa a descer da carruagem.
O rapaz, timidamente, ofereceu o braço à princesa e o rei murmurou-lhe ao ouvido:
__ Eu também era assim tímido, nos meus tempos de moço.
Entretanto, o gatinho meteu-se na cozinha e mandou preparar um esplêndido almoço, pondo na mesa os melhores vinhos que havia na adega; e quando o rei, a princesa e o amo entraram na sala de jantar e se sentaram à mesa, tudo estava pronto.
Depois do magnífico almoço, o rei voltou-se para o rapaz e disse-lhe:
__ Jovem, és tão tímido como eu era nos meus tempos de moço. Mas percebo que gostas muito da princesa, assim como ela gosta de ti. Por que não a pedes em casamento?
Então, o moço pediu a mão da princesa, e o casamento foi celebrado com a maior pompa. O gato assistiu, calçando um novo par de botas com cordões encarnados e bordados a ouro e preciosos diamantes.
E daí em diante, passaram a viver muito felizes. E se o gato às vezes ainda se metia a correr atrás dos ratos, era apenas por divertimento; porque absolutamente não mais precisava de ratos para matar a fome...

Contos, fabulas e historinhas: O Gato de Botas

Disponível em: http://www.qdivertido.com.br/verconto.php?codigo=17

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Uma biblioteca viva


http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=382772
 A escola pública que tivemos o prazer de visitar está localizada no bairro do Farol em Maceió-AL, é da rede estadual e atende crianças do ensino fundamental I nos turnos matutino e vespertino.
A instituição tem uma ampla sala de leitura e com um rico acervo  infanto-juvenil e para professores incluindo os novos propostos pelo PBNE. O gerenciamento desse acervo é feito por uma "professora que por motivo de saúde está afastada da sala de aula" e, esse ano, com o auxilio de uma bolsista do PIBID da UFAL que está desenvolvendo um projeto de intervenção na sala de leitura
O projeto está focado no prazer da leitura a partir do contato com os diversos gêneros textuais, para tanto, todos os dias uma turma tem uma hora na sala de leitura e desenvolve atividade com um determinado gênero tendo a oportunidade de conhecê-lo, criar algo baseado nele e deixar exposto para apreciação dos demais alunos. Outro momento muito o qual as crianças tem acesso a livros é na hora do intervalo, nesse momento eles tem liberdade de escolher seu material de leitura ou pesquisa, mas contando sempre com a orientação da professora e da bolsista sobre os cuidados com o material e como usá-los em uma biblioteca. Como também conta com um  recurso que nos chamou a atenção;  a biblioteca móvel, com a qual, o professor pode selecionar os livros que achar interessante e criar um momento especial de leitura dentro da sala de aula.
Fiquem atentos, pois estaremos sempre postando algo sobre essa escola e os projetos que nela estão sendo desenvolvidos.


Você conhece o PIBID? Que tal seguir o link para conhecer?
http://www.ufal.edu.br/ufal/noticias/2011/04/nova-edicao-do-pibid-seleciona-cem-instituicoes/
http://sites2.ufal.br/prograd/programas-especiais/PIBID

PNBE

O Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) promove o acesso à cultura e o incentivo à formação do hábito da leitura nos alunos e professores por meio da distribuição de acervos de obras de literatura, de pesquisa e de referência. Desde que foi criado, em 1997, o programa vem se modificando e se adequando à realidade e às necessidades educacionais. Sob a gestão do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tem recursos financeiros originários do Orçamento Geral da União e da arrecadação do salário-educação.

O PNBE atende, em anos alternados, à educação infantil e ao primeiro segmento do ensino fundamental e ao segundo segmento do ensino fundamental e ensino médio. As obras distribuídas incluem textos em prosa (novelas, contos, crônica, memórias, biografias e teatro), obras em verso (poemas, cantigas, parlendas, adivinhas), livros de imagens e livros de histórias em quadrinhos.

Com o objetivo de compreendermos melhor o programa e avaliar na prática o funcionamento das bibliotecas de escolas públicas  em Maceió, realisamos algumas visitas. Faremos a descrição desses momentos nas próximas postagens,  baseando-nos na proposta de trabalho feita em sala pela professora Giselly.
Para conhecer melhor o Programa Biblioteca da Escola é só seguir o link:
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=12368&Itemid=574

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Por onde começar?


Na literatura nada se cria tudo se transforma. Todo texto criado é produto de experiências de leitura do escritor somadas a sua criatividade, No entanto, existem limites na hora de se produzir um texto literário, pois é necessário ele ter sentido para quem ler, ter coerência e respeitar o conhecimento prévio  do leitor. Se o autor contradisser demais as expectativas do leitor, esse rejeita a obra.
No Brasil ao final do século XIX um novo gênero se introduz por um público que começa a se formar, são os primeiros livros infantis escritos e publicados por brasileiros, atendendo as solicitações indiretamente formuladas pelo grupo social emergente. O problema é que até aquele momento  não se escrevia livros para crianças, então, as soluções seriam:
Traduzir obras estrangeiras;
Adaptar para as crianças obras destinadas a adultos;
Reciclar material escolar;
Escrever histórias de tradição popular.
Os pioneiros da literatura infantil brasileira foram Carl Jansen, Figueredo Pimentel e Olavo Bilac e dando sucessão a eles, temos Monteiro Lobato que devido seu patrimônio literário, ainda hoje se lê e relê.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O pescador e a sua mulher

Era uma vez um pobre pescador e sua mulher. Eram pobres, muito pobres. Moravam numa choupana à beira-mar, num lugar solitário. Viviam dos poucos peixes que ele pescava. Poucos porque, de tão pobre que era, ele não possuía um barco: não podia aventurar-se ao mar alto, onde estão os grandes cardumes. Tinha de se contentar com os peixes que apanhava com os anzóis ou com as redes lançadas no raso. Sua choupana, de pau-a-pique era coberta com folhas de palmeira. Quando chovia a água caía dentro da casa e os dois tinham de ficar encolhidos, agachados, num canto.
Não tinham razões para serem felizes. Mas, a despeito de tudo, tinham momentos de felicidade. Era quando começavam a falar sobre os seus sonhos. Algum dia ele teria sorte, teria uma grande pescaria, ou encontraria um tesouro - e então teriam uma casinha branca com janelas azuis, jardim na frente e galinhas no quintal. Eles sabiam que a casinha azul não passava de um sonho. Mas era tão bom sonhar! E assim, sonhando com a impossível casinha azul, eles dormiam felizes, abraçados.
Era um dia comum como todos os outros. O pescador saiu muito cedo com seus anzóis para pescar. O mar estava tranqüilo, muito azul. O céu limpo, a brisa fresca. De cima de uma pedra lançou o seu anzol. Sentiu um tranco forte. Um peixe estava preso no anzol. Lutou. Puxou. Tirou o peixe. Ele tinha escamas de prata com barbatanas de ouro. Foi então que o espanto aconteceu. O peixe falou. "Pescador, eu sou um peixe mágico, anjo dos deuses no mar. Devolva-me ao mar que realizarei o seu maior desejo..." O pescador acreditou. Um peixe que fala deve ser digno de confiança. "Eu e minha mulher temos um sonho", disse o pescador. "Sonhamos com uma casinha azul, jardim na frente, galinhas no quintal... E mais, roupa nova para minha mulher..."
Ditas estas palavras ele lançou o peixe de novo ao mar e voltou para casa, para ver se o prometido acontecera. De longe, no lugar da choupana antiga, ele viu uma casinha branca com janelas azuis, jardim na frente, e galinhas no quintal e, à frente dela, a sua mulher com um vestido novo - tão linda! Começou a correr e enquanto corria pensava: "Finalmente nosso sonho se realizou! Encontramos a felicidade!"
Foi um abraço maravilhoso. Ela ria de felicidade. Mas não estava entendendo nada. Queria explicações. E ele então lhe contou do peixe mágico. "Ele me disse que eu poderia pedir o que quisesse. E eu então me lembrei do nosso sonho..." Houve um momento de silêncio. O rosto da mulher se alterou. Cessou o riso. Ficou séria. Ela olhou para o marido e, pela primeira vez, ele lhe pareceu imensamente tolo: "Você poderia ter pedido o que quisesse? E por que não pediu uma casa maior, mais bonita, com varanda, três quartos e dois banheiros? Volte. Chame o peixe. Diga-lhe que você mudou de idéia."
O marido sentiu a repreensão e sentiu-se envergonhado. Obedeceu. Voltou. O mar já não estava tão calmo, tão azul. Soprava um vento mais forte. Gritou: "Peixe encantado, de escamas de prata e barbatanas de ouro!" O peixe apareceu e lhe perguntou: "O que é que você deseja?" O pescador respondeu "Minha mulher me disse que eu deveria ter pedido uma casa maior, com varanda, três quartos e dois banheiros!" O peixe lhe disse: "Pode ir. O desejo dela já foi atendido." De longe o pescador viu a casa nova, grande, do jeito mesmo como a mulher pedira.
"Agora ela está feliz", ele pensou. Mas ao chegar à casa o que ele viu não foi um rosto sorridente. Foi um rosto transtornado. "Tolo, mil vezes tolo! De que me vale essa casa nesse lugar ermo, onde ninguém a vê? O que eu desejo é um palacete num condomínio elegante, com dois andares, muitos banheiros, escadarias  de mármore, fontes, piscina, jardins. Volte! Diga ao peixe desse novo desejo!"
O pescador, obediente, voltou. O mar estava cinzento e agitado. Gritou: "Peixe encantado, de escamas de prata e barbatanas de ouro!" O peixe apareceu e lhe perguntou: "O que é que você deseja?" O pescador respondeu "Minha mulher me disse que eu deveria ter pedido um palacete num condomínio elegante..." Antes que ele terminasse o peixe disse: "Pode voltar. O desejo dela já está satisfeito."
Depois de muito andar - agora ele já não morava perto da praia -  chegou à cidade e viu, num condomínio rico, um palacete tal e qual aquele que sua mulher desejava. "Que bom", ele pensou. "Agora, com seu desejo satisfeito, ela deve estar feliz, mexendo nas coisas da casa." Mas ela não estava mexendo nas coisas da casa. Estava na janela. Olhava o palacete vizinho, muito maior e mais bonito que o seu, do homem mais rico da cidade. O seu rosto estava transtornado de raiva, os seus olhos injetados de inveja.
"Homem, o peixe disse que você poderia pedir o que quisesse. Volte. Diga-lhe que eu desejo um palácio de rainha, com salões de baile, salões de banquete, parques, lagos, cavalariças, criados, capela."
O marido obedeceu. Voltou. O vento soprava sinistro sobre o mar cor de chumbo. "Peixe encantado, de escamas de prata e barbatanas de ouro!" O peixe apareceu e lhe perguntou: "O que é que você deseja?" O pescador respondeu "Minha mulher me disse que eu deveria ter pedido um palácio com salões de baile, de banquete, parques, lagos..." "Volte!", disse o peixe antes que ele terminasse. "O desejo de sua mulher já está satisfeito."
Era magnífico o palácio. Mais bonito do que tudo aquilo que ele jamais imaginara. Torres, bosques, gramados, jardins, lagos, fontes, criados, cavalos, cães de raça, salões ricamente decorados... Ele pensou: "Agora ela tem de estar satisfeita. Ela não pode pedir nada mais rico."
O céu estava coberto de nuvens e chovia. A mulher, de uma das janelas, observava o reino vizinho, ao longe. Lá o céu estava azul e o sol brilhava. As pessoas passeavam alegremente pelo campo.
"De que me serve este palácio se não posso gozá-lo por causa da chuva? Volte, diga ao peixe que eu quero ter o poder dos deuses para decretar que haja sol ou haja chuva!"
O homem, amedrontado, voltou. O mar estava furioso. Suas ondas se espatifavam no rochedo. "Peixe encantado, de escamas de prata e barbatanas de ouro!" - ele gritou. O peixe apareceu. "Que é que sua mulher deseja?", ele perguntou. O pescador respondeu: "Ela deseja ter o poder para decretar que haja sol ou haja chuva!"
O peixe falou suavemente. "O que vocês desejavam era felicidade, não era?" "Sim", respondeu o pescador. "A felicidade é o que nós dois desejamos." " Pois eu vou lhes dar a felicidade!" O pescador riu de alegria. "Volte", disse o peixe. "Vá ao lugar da sua primeira casa. Lá você encontrará a felicidade..." E com estas palavras desapareceu.
O pescador voltou. De longe ele viu a sua casinha antiga, a mesma casinha de pau-a-pique coberta de folhas de coqueiro. Viu sua mulher com o mesmo vestido velho. Ela colhia verduras na horta. Quando ela o viu veio correndo ao seu encontro. "Que bom que você voltou mais cedo", ela disse com um sorriso. "Sabe? Vou fazer uma salada e sopa de ostras, daquelas que você gosta. E enquanto comemos, vamos falar sobre a casinha branca com janelas azuis...E depois vamos dormir abraçados" .
Ditas essas palavras ela segurou a mão do pescador enquanto caminhavam, e foram felizes para sempre.

Roda de leitura

A proposta desta semana foi roda de leitura. Cada aluno deveria trazer um conto com a qual se identifica, falar sobre sua experiência e recomendá-lo aos demais colegas. Na ocasião ouvimos a leitura de um conto trazido por uma das colegas  que falava de um pescador e sua mulher. Gerou-se então, uma discussão  em torno da atitude da mulher, a presença do maravilhoso no conto e os vestígios de outras histórias presentes nele, em seguida, a professora  leu , o homem da barba azul.

O BARBA AZUL

Era uma vez um homem muito rico, possuía muitas propriedades, todas com belíssimos palácios, na cidade e no campo. Tudo que tinha dentro de seus palácios era belo e suntuoso, suas baixelas eram de ouro e prata, as cadeiras eram estofadas com tapeçarias, as carruagens recobertas de ouro. Mas apesar de toda sua riqueza ele tinha uma tristeza, sua barba era azul, e isso o tornava tão feio que todas as mulheres e moças fugiam quando se deparavam com ele.
Nas redondezas vivia uma nobre dama que tinha duas filhas e quatro filhos, e ninguém sabia dizer qual delas era mais bela. O homem pediu a essa senhora que lhe concedesse a mão de uma de suas filhas, e deixou que ela mesma escolhesse qual das duas lhe daria. O pedido não agradou a nenhuma das duas, que ficaram empurrando o pedido de uma para a outra, pois nenhuma delas queria se casar com um homem de barba azul. O que tornava a situação mais difícil e as moças mais descontentes é que este homem já se casara muitas vezes antes e ninguém sabia o que fora feito das antigas esposas.
Para conquistar sua amizade, Barba Azul levou as moças, os irmãos e a mãe, algumas amigas delas e mais alguns rapazes conhecidos na cidade para uma estadia em uma de suas casas de campo. Ficaram lá por mais de uma semana, e para sua surpresa divertiram-se muito, fizeram incansáveis passeios, pescarias, caçadas, piqueniques, danças, banquetes e ceias. À noite pregavam peças uns nos outros e era tão divertido que mal viam a noite passar. Por fim foi tudo tão agradável que a filha caçula, Leonora, começou a se envolver com ele, achando-o um perfeito cavalheiro, um homem maravilhoso, e que aquela barba não era assim tão feia. Assim que retornaram à cidade o casamento foi realizado.
Um mês se passou na mais perfeita calma e alegria até que um dia Barba Azul disse à mulher que precisava viajar para tratar de negócios importantes na cidade próxima. Demoraria pelo menos seis semanas. Insistiu que ela se divertisse na sua ausência. Se lhe agradasse poderia receber suas amigas e passar com elas um tempo na casa de campo.
Entregou à esposa uma grande argola cheia de chaves e foi descrevendo a porta que cada uma delas abria: “ Estas são as chaves dos dois grandes depósitos, estas são as dos meus cofres-fortes onde estão guardados todo nosso ouro e nossa prata, esta outra é onde estão as baixelas de ouro e prata que não são de uso diário, essa a do quarto onde guardo todas as jóias, e aqui está a chave mestra de todos os aposentos do palácio. Por último tem essa chave pequenina, é a chave do gabinete da grande galeria do térreo. Você é livre para abrir qualquer porta e para entrar onde quiser, mas proíbo-lhe terminantemente de entrar nesse quartinho e, se abrir nem que seja uma pequena fresta dessa porta nada neste mundo poderá protegê-la da minha ira.
Leonora prometeu que obedeceria estritamente as suas ordens, que não precisava se preocupar. Barba Azul lhe deu um beijo de despedida, entrou na carruagem e partiu rumo aos seus negócios.
As amigas da recém-casada, ansiosas por conhecer o fausto do palácio não pensaram duas vezes quando esta lhes fez o convite. Enquanto o marido estava por lá elas não ousavam se aproximar, pois aquela barba azul as amedrontava. Sem perda de tempo começaram a explorar tudo que encontravam, os salões ricamente decorados, os gabinetes, os quartos, os guarda-roupas cada um mais suntuoso que o outro, ficando boquiabertas diante de tanta riqueza e de tanta beleza, tapeçarias, camas, sofás, pratarias, cristaleiras e cristais, tecidos, baixelas, louças das mais finas, etc.Havia espelhos em que a pessoa podia se ver da cabeça aos pés. Alguns espelhos tinham moldura de vidro, outros de prata, outros eram bisotados, e todos eram os mais bonitos e magníficos que já tinham visto.
As convidadas estavam para morrer de inveja da amiga. Esta, porém, não conseguia se divertir com nada, nem com a companhia das amigas, nem com sua vida luxuosa, pois em seu pensamento só uma coisa existia: abrir o gabinete do andar térreo. Estava tão atormentada por sua curiosidade que, sem nem se aperceber que era uma falta da anfitriã abandonar suas convidadas sozinhas, desceu por uma escadinha secreta, e tão depressa que por duas ou três vezes quase rolou pelos degraus abaixo. Por fim chegou à porta do gabinete e parou, considerando quais poderiam ser as conseqüências de eu ato, desobedecendo a veemente proibição do marido. Mas a tentação era grande demais e a venceu. Tremendo de emoção pegou a chavezinha e abriu a porta.
Não conseguia enxergar nada, as janelas estavam fechadas. Aos poucos seus olhos foram se acostumando à escuridão e começou a perceber que o assoalho estava todo recoberto por sangue coagulado, e que naquele sangue se refletiam os cadáveres de muitas mulheres mortas, as antigas esposas do Barba Azul, dependuradas ao longo das paredes, degoladas e enfileiradas num espetáculo macabro e aterrador.
Ficou paralisada de pavor e, ao puxar a chave da fechadura, esta caiu de sua mão trêmula. Respirou fundo, apanhou a chave, trancou a porta e subiu ao seu quarto para recobrar a calam. Esforço em vão, seus nervos estavam em frangalhos, naquele momento nada conseguiria tranqüilizá-la. Foi aí que olhou a pequena chave do gabinete macabro e notou que ela ficara manchada de sangue.Esfregou-a com seu lenço duas ou três vezes, mas o sangue não saia, parecia estar impregnado na chave. Tentou lavá-la e esfregá-la com areia, sabão e com todo material de limpeza que encontrou, mas o sangue não saía, pois a chave era encantada e não havia meio comum que pudesse remover àquela mancha. Bastava limpar o sangue de um lado da chave que ele reaparecia no outro lado.
Naquela mesma noite Barba Azul chegou de viagem dizendo que seus negócios se resolveram antes do que ele pensava, auferindo grandes lucros. Leonora fez tudo que pôde para lhe demonstrar que estava radiante com seu rápido regresso. Na manhã seguinte ele pediu as chaves de volta e ela as devolveu, mas suas mãos tremiam tanto que facilmente ele entendeu tudo que acontecera na sua ausência.
“Onde está a chave do gabinete”, perguntou, “por que não está junto com as outras ?”
“Acho que a esqueci lá em cima, na mesinha do quarto”.
“Não esqueça de devolvê-la logo mais”, disse Barba Azul.
Leonora tentou o quanto pode esquivar-se de devolver a chave, até que não foi mais possível. O marido recebeu a chave e após examiná-la muito bem perguntou à mulher:
“Por que a chave está manchada de sangue?”
“Não tenho a menor idéia”, respondeu a pobre mulher, trêmula e pálida.
“Não tenho a menor idéia”, replicou Barba Azul, “mas eu tenho”. Você me desobedeceu e entrou no gabinete! Pois agora entrará ali e não mais sairá, você tomara seu devido lugar ao lado das damas que lá já estão.
Em prantos a pobre se atirou aos pés do marido implorando seu perdão, jurando arrependimento. Teria comovido um rochedo o seu sofrimento. Mas Barba Azul tinha o coração mais duro que um rochedo.
“Você precisa morrer”, o perverso lhe disse, “e imediatamente”.
“Já que não há escapatória”, ela respondeu, fitando-o diretamente nos olhos, “me dê algum tempo para que eu possa fazer minhas orações”.
“Dou-lhe um quarto de hora”, disse o marido, “mas nem um segundo a mais.”.
Quando ficou sozinha chamou Ana, sua irmã mais velha que estava passando uns dias na casa, contou o que sucedera e disse: “minha irmã, suba no alto da torre e veja se nossos irmãos estão chegando. Eles me prometeram me fazer uma visita ainda hoje. Assim que os vir faça um sinal para que se apressem.”.
Muito aflita Ana subiu rapidamente ao alto da torre e de vez em quando a pobre Leonora desesperada perguntava: “Ana, querida irmã, não está vendo ninguém chegar?”.
E a irmã respondia: “Só vejo o sol ofuscante e o capim verdejante”.
Nesta hora Barba Azul, visivelmente transtornado e com um cutelo nas mãos, gritou para a mulher a plenos pulmões:
“Desça já, ou subirei aí para buscá-la”.
“Um momento mais, por favor, ainda não acabei de rezar”, a mulher lhe respondeu, e logo perguntou baixinho:
“Ana, querida irmã, não está vendo chegar ninguém?”
E a irmã respondeu:
“Só vejo o sol ofuscante e o capim verdejante”.
“Trate de descer depressa, ou subirei aí para buscá-la”.
“Já vou! Respondeu Leonora, e implorou:
“Ana, querida irmã, não está vendo chegar ninguém?”
“Estou vendo”, ela respondeu, “vejo quatro cavaleiros que vêm para este lado, mas ainda estão muito longe...Deus seja louvado!” ela exclamou aliviada. “São os nossos irmãos. Estou fazendo todos os sinais que posso para que acelerem o passo.”
Barba Azul completamente enfurecido se pôs a gritar tão alto que toda a casa tremeu. A infeliz esposa desceu e jogou-se a seus pés, debulhando-se em lágrimas, toda descabelada.
“Nada que você faça poderá me comover”, disse Barba Azul, “Você tem de morrer.”
Com uma das mãos agarrou-a pelos cabelos e com a outra ergueu o cutelo no ar, pronto para lhe cortar a cabeça. Leonora voltou-se para ele com os olhos repletos de lágrimas e suplicou que lhe desse um momento para que se preparasse.
Com um olhar duro e a voz mais dura ainda ele respondeu: “Não. Recomende a alma a Deus, pois sua hora chegou.” E erguendo o braço...
Nesse instante bateram à porta com tanta força que Barba Azul ficou simplesmente paralisado. A porta foi arrombada com violência e por ela entraram quatro soberbos cavaleiros que, empunhando a espada, correram diretamente para Barba Azul. Reconhecendo os irmãos de sua mulher, dois dragões, os dois outros mosqueteiros, ele saiu correndo para salvar a própria pele. Mas os quatro irmãos, ágeis e bem treinados, o perseguiram tão de perto que facilmente o agarraram antes que esse pudesse chegar à escada. Atravessaram seu corpo com suas espadas e o deixaram cair morto. Leonora completamente extenuada mal teve forças para se levantar e abraçar os irmãos.
Como Barba Azul não tinha herdeiros sua mulher recebeu a posse de todos os seus bens. Ela empregou parte de sua fortuna para casar a irmã Ana com um jovem fidalgo que a amava há muito tempo. Parte empregou para ajudar seus quatro irmãos a ficarem muito bem de vida e para a sua mãe, que embora nobre tinha alguns problemas financeiros. Com toa sua família amparada e feliz Leonora tratou enfim de seu próprio casamento com um nobre muito direito que conheceu e por que se apaixonou, e que por também amá-la muito a fez esquecer tudo o que sofrera nas mãos do Barba Azul.

A princesa advinha

Era uma vez uma princesa que vivia em seu castelo e que dizia que só casava com o homem que adivinhasse suas três perguntas e que ela não adivinhasse as perguntas, as três perguntas dele, caso contrário ia para forca.
No inicio da história, foi um rei, o capitão da guarda e um ladrão, resultado, foi o rei para forca, foi o capitão e ladrão foi enforcado.
Um certo dia, um pobre homem chamado louva Deus, pois tinha um livro de orações e que tinha uma vaquinha, foi até a sua vizinha e disse:
Vizinha a senhora cuida da minha vaquinha que eu vou até o castelo, a vizinha ficou muito contente, pois tinha certeza que a vaquinha ia ser sua, mas logo ficou triste e pensou se ele desistir e voltar do meio do caminho, teve uma idéia colocou veneno numa bolacha e deu ao louva Deus, ele desconfiou da vizinha e jogou a bolacha, veio um cachorro comeu e morreu, veio sete urubus, comeu cachorro e também morreram, o louva Deus seguiu o seu caminho, quando começa a chover e ele vai para debaixo de uma árvore, forra sua manta, teve fome, quando dirrepente cai alguns ovos,mas não tinha lenha para fritar os ovos, o louva Deus pega seu livro de orações faz com ele um fogo, frita os ovos e mata sua fome e prossegue seu caminho, subindo as montanhas quando teve sede, dirrepente olha para o lado e ver um pé de côco, sobe tira um côco e mata sua sede, quando anda um pouco percebe que já está a porta do castelo, lembrou que não teve tempo para pensar nas perguntas que ira fazer para a princesa, mas entra assim mesmo.
Chegando ao castelo a princesa faz a1ª pergunta:
A princesa vem com um inseto preso entre as palmas das mãos e perguntou:
O que tenho entre as mãos?
O louva Deus responde: louva a Deus agora está apertado, a princesa perguntou como você adivinhou, ele respondeu, isso não foi nada, ela foi lá dentro pintou um quadro de preto cobriu e veio até a ele e perguntou: o que tenho aqui? Louva Deus responde o quadro agora está preto, ela outra vez pergunta: Como você adivinhou, outra vez ele responde isso não foi nada.
A princesa indignada pediu para que seus criados pegassem merda de boi e colocassem sobre uma bandeja de prata e cobrisse e pediu para que passassem no meio do salão, quando foi passando a bandeja o pobre homem viu que morte era chegada quando gritou desesperadamente: Vocês não sabem que eu sou adivinho de merda! Ela tornou a perguntar como foi que você acertou e ele mais uma vez respondeu: Isso não foi nada.
Resumindo a história o louva Deus usou como enigma o que ocorreu no trajeto até chegar ao castelo e a princesa não conseguiu adivinhar, casaram e dias depois foram visitar a sua vizinha que caiu dura e morreu quando viu o louva Deus com a princesa, e o louva Deus junto com a princesa viveram felizes para sempre!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Poesias para sussurrar

Estamos nos preparando para os sussurradores.Esta experiência, segundo nossa professora, começou em Salvador, mas já foi feita em outros lugares, todas inspiradas no grupo francês Les Souffleurs. Estamos muito anciosos, e temos a terefa de encontrar um poema curto, que não seja de amor ou religioso, para evitar constrangimentos, tendo em vista que iremos sussurra-lo no ouvido das pessoas que encontrarmos na universidade usando um tubo, que já estamos preparando, aguardem.
Por enquanto, segue uma lista de nomes de poetas sugeridos em sala para a realização da atividade:
Elisa Lucinda
Manoel de Barros
Cecília Meireles
Carlos Drumond de Andrade
Vinícios de Moraes
Celso Sisto
Mário Qintana
Jayme de Altavilla

Que tal nos deliciarmos com um poema de Elisa Lucinda?

O Amor de Dudu nas Águas

Estou virando uma menina
tornada mulherinha
com tanta coleirinha
de maturidade
ainda assim me sinto parida agora
tenra, maçã nova
nova Eva novo pecado.
Tudo gira e eu renasço menina
vestido curto na alma de dentro...
Deixo no mar os velhos adereços
a velha cristaleira, os velhos vícios
as caducas mágoas.
Nasce a mulher-menina de se amar
com água no ventre e no olhar.
Nasce a Doudou das Águas.

visite: http://www.les-souffleurs.fr/

Leitura como experiência

VERPA
SINHA
ILEA
IRCA

As letras embaralhadas formam o título de um conto de fadas, você consegue decifrá-lo? Pois é, não é tão simples quanto parece. Elas se referem a história da princesa e a ervilha. Durante a aula apenas uma de nossas colegas conseguiu desvendar o mistério. A professora Giselly Lima aproveitou a ocasião para chamar nossa atenção para a importância de conhecer os contos e de fazer de toda leitura uma experiência, precisamos viver o que estamos lendo. As discussões giravam em torno de um texto de Celso Sisto, segue um resumo:
Quando abrimos os olhos, a vida se coloca à nossa frente. Inevitavelmente começamos a formar um repertório de história: a nossa história. Somos criança e queremos brinquedo, os bichos, outras crianças, o doce , a fantasia. Somos jovens e queremos a aventura, a ação, a prova, o ato heróico, o primeiro amor, o riso. Somos adultos e queremos tudo. Somos velhos e queremos tudo de novo.
Segundo o Celso Sisto, existem muitas maneiras de se chegar ao mundo, e que existem algumas maneiras de se conhecer o mundo. Mas não há como escapar: diz o autor, o mundo é uma grande história que se lê diariamente. De olhos abertos podemos perceber que cada um faz parte desse grande livro. Às vezes nos colocamos na história como personagem principal, às vezes como aquele personagem nem tão especial, mas que está sempre ao lado do “mocinho” e é seu amigo inseparável. Mas, por outro lado melhor mesmo é ser bicho solto com comportamento humano, ou quem sabe, apenas alguém que observa e vai dando sentido as coisas.
Ele afirma ainda, que no exercício de juntar pedaços para construir o conhecimento do mundo, vamos também decifrando o mundo, lendo o mundo. Ele faz as seguintes perguntas: Ler é dialogar? É. Ler é duvidar? É. Ler é entender os significados das coisas, e por isso, e por isso entender os outros? É. Então afirma o autor, ler um bom livro é sempre garantir a mudança: nós nunca somos os mesmos, depois de termos terminada a leitura.
Terminada no papel e continuada pra vida! Ou seja, segundo, o que entendi tudo de bom que lemos serve de aprendizagem para o resto da vida, e que ler é ir além da capa e do título. É ler as imagens dentro e fora dos livros.
Descobrir outra dimensão da palavra. Ler jornal, porque informa; ler quadrinhos, porque diverte; ler poesia porque aponta o sentido do belo, ler o livro porque além de tudo se pode voltar quando se quer, e ler de novo, e sublinhar aquela frase marcante,discutir com os amigos, e carregar para todo lugar, e ficar pensando, aumentando, transferindo,
Criando junto.
É do fascínio de ler que nasce o fascínio de contar. E contar história hoje significa salvar o mundo imaginário.
A prática de contar história se desenvolveu muito, do fim do século passado aos nossos dias. Exige do contador um aperfeiçoamento técnico.
Por toda essas coisas o trabalho de formação de um contador de história obedece a um certo ritual. O ritual do autoconhecimento, o ritual de observação do outro, o ritual de abrir o imaginário com a chave que cada um escolhe, pelo exercício de contar uma história como se conta um fato da vida pessoal, com envolvimento, emoção, naturalidade, credibilidade.
Quem conta tem que dar a cada lugar o desenho necessário para enriquecer a narração.
Quem conta, conta duas, conta três e brinca com alternância, e preocupa-se com o equilíbrio. E cria a condição favorável para que outros artistas convidados possam também contar, durante a sessão, história do seu jeito, de preferência usando outras linguagens: a música, a mímica, a dança, as artes plásticas.
Segundo Celso Sisto, uma história, para o ouvinte começa a nascer no impulso do olho. A força do olhar de quem conta vai saber logo se encontra eco na imaginação de quem ouve. Mas quem conta é quem traz pra perto, quem respira junto e quem dialoga.
Embora se saiba que quem conta um conto aumenta um ponto, uma vírgula, uma exclamação e uma boca aberta diante das possibilidade de se construir um mundo melhor- povoado de histórias!

Para concluir a aula, Giselly falou sobre os cuidados que devemos ter ao contar uma história, pois quando ela é de tradição oral é possível cada um contá-la do seu jeito, no entanto , quando o texto é de autoria, para contá-lo é necessário decorar cada palavra pois se algo for mudado ele perde sua originalidade, seguindo nessa perspectiva, ela contou a lenda da Maria Angula, é  uma de nossas postagens, que tal ler e comentar?

Maria Angula

(Conto de tradição oral equatoriana)

Maria Angula era uma menina alegre e viva, filha de um fazendeiro de Cayambe. Era louca por uma fofoca e vivia fazendo intriga com os amigos para jogá-los uns contra os outros. Por isso, tinha fama de leva-e-traz, linguaruda e era chamada de moleca fofoqueira.

Assim viveu Maria Angula até os dezesseis anos, dedicada a armar confusão entre os vizinhos, sem ter tempo para aprender a cuidar da casa e a preparar pratos saborosos.

Quando Maria Angula se casou, começaram os seus problemas. No primeiro dia, o marido pediu-lhe que fizesse uma sopa de pão com miúdos, mas ela não tinha a menor idéia de como prepará-la.

Queimando as mãos com uma mecha embebida em gordura, acendeu o carvão e levou ao fogo um caldeirão com água, sal e colorau, mas não conseguiu sair disso: não fazia idéia de como continuar.

Maria lembrou-se, então, de que na casa vizinha morava Dona Mercedes, cozinheira de mão cheia e, sem pensar duas vezes, correu para lá:

- Minha cara vizinha, por acaso a senhora sabe fazer sopa de pão de miúdos?

- Claro, Dona Maria. É assim: primeiro, coloca-se o pão de molho em uma xícara de leite, depois despeja-se este pão no caldo e, antes que ferva, acrescentam-se os miúdos.

- Só isso?

- Só, vizinha.

- Ah – disse Maria Angula – mas isso eu já sabia! – e voou para a sua cozinha a fim de não esquecer a receita.

No dia seguinte, como o marido lhe pediu que fizesse um ensopado de batatas com toicinho, a história se repetiu.

- Dona Mercedes, a senhora sabe como se faz o ensopado de batatas com toicinho?

E, como da outra vez, tão logo a sua boa amiga lhe deu todas as explicações, Maria Angula exclamou:

- Ah É só? Mas isso eu já sabia! – e correu imediatamente para casa, a fim de prepará-lo.

Como isso acontecia todas as manhãs, Dona Mercedes acabou se enfezando. Maria Angula vinha sempre com a mesma história: “Ah, é assim que se faz arroz com carneiro? Mas isso eu já sabia!! Ah, é assim que se prepara a dobradinha? Mas isso eu já sabia!!”. Por isso, a mulher decidiu dar-lhe uma lição e, no dia seguinte:

- Dona Mercedinha!

- O que deseja, Dona Maria?

- Nada, querida, só que o meu marido quer comer no jantar um caldo de tripas e bucho e eu…

- Ah, mas isso é fácil demais! – disse Dona Mercedes. E antes que Maria Angula a interrompesse, continuou:

- Veja, vá ao cemitério levando um facão bem afiado. Depois, espere chegar o último defunto do dia e, sem que ninguém a veja, retire as tripas e o estômago dele. Ao chegar, lave-os muito bem e cozinhe-os com água, sal e cebolas. Depois de ferver por uns dez minutos, acrescente alguns grãos de amendoim e está pronto. É o prato mais saboroso que existe.

- Ah! – disse, como sempre, Maria Angula – É só? Mas isso eu já sabia!

E, num piscar de olhos, estava ela no cemitério, esperando pela chegada do defunto mais fresquinho. Quando já não havia mais ninguém por perto, dirigiu-se, em silêncio, à tumba escolhida. Tirou a terra que cobria o caixão, levantou a tampa e… Ali estava o pavoroso semblante do defunto! Teve ímpetos de fugir, mas o próprio medo a deteve ali. Tremendo dos pés à cabeça, pegou o facão e cravou-o uma, duas, três vezes na barriga do finado e, com desespero, arrancou-lhe as tripas e o estômago. Então, voltou correndo para casa. Logo que conseguiu recuperar a calma, preparou o jantar macabro que, sem saber, o marido comeu, lambendo os beiços.

Nessa mesma noite, enquanto Maria Angula e o marido dormiam, escutaram-se uns gemidos nas redondezas. Ela acordou sobressaltada. O vento zumbia misteriosamente nas janelas, sacudindo-as e, de fora, vinham uns ruídos estranhos, de meter medo a qualquer um.

De súbito, Maria Angula começou a ouvir um rangido nas escadas. Eram os passos de alguém que subia em direção ao seu quarto, com um andar dificultoso e retumbante, e que se deteve diante da porta. Fez-se um minuto de eterno silêncio e, logo depois, Maria Angula viu o resplendor fosforescente de um fantasma. Um grito surdo e prolongado paralisou-a:

- Maria Angula, devolva as minhas tripas e o meu estômago que você roubou da minha santa sepultura!

Maria Angula sentou-se na cama horrorizada e, com os olhos esbugalhados de tanto medo, viu a porta se abrir, empurrada, lentamente, por essa figura luminosa e descarnada.

A mulher perdeu a fala. Ali, diante dela, estava o defunto, que avançava mostrando-lhe o semblante rígido e o ventre esvaziado.

- Maria Angula, devolva as minhas tripas e o meu estômago que você roubou da minha santa sepultura!

Aterrorizada, escondeu-se debaixo das cobertas para não vê-lo, mas imediatamente sentiu umas mãos frias e ossudas puxarem-na pelas pernas e arrastarem-na, gritando:

- Maria Angula, devolva as minhas tripas e o meu estômago que você roubou da minha santa sepultura!

Quando Manuel acordou, não encontrou mais a esposa. Muito embora tenha procurado por ela em toda parte, jamais soube do seu paradeiro

Gostou? Assustador não? agora imagine conta-la para crianças, não muito pequenas é claro, será uma experinêcia bem legal tenho certeza.
Já ouviu a lenda da mulher da capa preta? Essa é bem alagoana, é um conto folclórico e de tradição oral também. Você pode visitar os links abaixo para conhece-la.

visite: gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=169878
Agora, em uma versão engraçada: http://www.youtube.com/watch?v=gFt9RvVg3Bk&feature=related

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Ensinando estratégias de leitura

Hoje queremos discutir brevemente sobre estratégias de leitura baseando-nos nas concepções de Isabel Solé (1998), mas antes, compreendemos que seria importante entender o que seria a leitura na perspectivas de autores que tem uma visão voltada para a alfabetização e letramento, como também, o que prevê os parâmetros curriculares nacionais para a língua portuguesa no ensino fundamental, e partir de então compreendermos o real valor do ensino de estratégias de leitura dentro da sala de aula.
A esse respeito Cavalcante e Freitas, (1998, p.101) fazem a seguinte afirmação: “A leitura na ótica de soares, é uma habilidade pertencente a dimensão individual,definida como um conjunto de habilidades lingüísticas e psicológicas que se estende desde as habilidades de decodificar palavras escritas até a capacidade de interpretar textos escritos. Abrangendo desde a \z de traduzir em sons sílabas sem sentido, a habilidade cognitiva e metacognitivas, incluindo: habilidade de decodificar símbolos escritos; a capacidade de captar significados; a capacidade de captar seqüência de idéias ou eventos, analogias, comparações, linguagem figurada, relações complexas, anáforas; habilidade de fazer previsões iniciais sobre o sentido do texto, de construir significado combinando conhecimentos prévios e informação textual, de monitorar a compreensão e modificar previsões iniciais quando necessário, de refletir sobre o significado do que foi lido, tirando conclusões e fazendo julgamento sobre o conteúdo.”
O contato com diversos materiais de leitura, é fator essencial para o desenvolvimento dessas capacidades e habilidades na leitura, no entanto Isabel Solé propõe que é de suma importância o ensinos de estratégias de leitura nesse processo.
Existem fatores que possibilitam a compreensão de um texto, como por exemplo, o seu conteúdo ter sentido para o leitor. Dificilmente nos interessamos por algo que não tem relação com o que vivemos ou quando não conhecemos absolutamente nada do conteúdo tratado, desta forma a leitura torna-se insignificante.
Outro fator do qual depende a compreensão é o leitor ter consciência do que entendeu e o que não entendeu e a partir daí, formular estratégias que possibilitem a compreensão, como por exemplo, ler novamente.
É de suma importância estratégia de compreensão de leitura com o objetivo de formar leitores autônomos, no entanto não basta ensina estratégias, já que são muitas, se a criança não usá-las na prática. Segue uma série de estratégias que podem contribuir para a compreensão leitora:
• Etapa modelo – O professor serve como modelo para o aluno, mediante sua própria leitura.
• Etapa participação do aluno – O aluno participa do uso de estratégias que vão lhe facilitar a compreensão do texto. Nesta etapa deve-se garantir a transferência da responsabilidade e do controle do professor para o aluno.
• Etapa da leitura silenciosa – Os alunos realizam sozinhos as atividades que, nas fases anteriores realizaram com a ajuda do professor.
São diversas as estratégias propostas por Isabel Solé, no entanto acredito que o mais importante neste momento é compreender a importância do ensino de estratégias de leitura com o objetivo de “formar um leitor competente que compreenda o que lê; que possa aprender a ler também o que não está escrito, identificando elementos implícitos; que estabeleça relação entre o texto que lê e os outros textos já lidos; que saiba que vários sentidos podem ser atribuídos a um texto; que consiga justificar e validar a sua leitura a partir da localização de elementos discursivos”. (PCNs, 1997)

terça-feira, 24 de maio de 2011

Contos de fada

As discussões feitas em sala esta semana, nos levaram a perceber que os contos de fada nem sempre existiram como conhecemos hoje. Na verdade, tratavam-se de história que eram contadas nas comunidades com o objetivo de alertar sobre perigos ou passar uma moral...Como por exemplo, a chapeuzinho vermelho que numa versão mais antiga foi devorada pelo lobo junto com a vovó.
A história era contada com o objetivo de evitar que as moças andassem sozinhas, pois algum estranho poderia lhes fizer algum mal. Alguns escritores passaram a recolher esses contos populares e escrevê-los em versões mais suaves como fizeram os irmão Gimm, Perroult, Anderson e outros, isso porque já se tinha a intenção de trazer esses contos para a escola, daí a necessidade de transformá-los em histórias para crianças.
De acordo com Giselly Lima, nossa professora, como também, com base no texto que foi trabalhado em sala, os contos de fada tem características únicas em relação aos demais gêneros da literatura infantil, principalmente a presença do maravilhoso, que tanto pode ser um ser mágico como uma fada, por exemplo, como pode ser um caçador que aparece no momento exato para salvar a chapeuzinho vermelho, ou os irmãos da esposa do Homem da Barba Azul, que foi um dos textos lidos em sala pela professora. Outros elementos do conto são:
Personagens poucas, em geral tipos com suas qualidades elevadas a um grau máximo.
O meio, um lugar não muito detalhado com precisão.
A intriga
O motivo das ações é bem simples e é resolvido de forma abrupta.
Técnica de exposição: sucessão de atos isolados que se encadeiam sob diversas formas.
Final feliz;resolução reasseguradora de que tudo terminará bem. Os contos supõem que se obtém de maneira idêntica.
No geral os contos podem ser realistas, que é quando o maravilhoso se aproxima do real, como podem ser também fantásticos. Jacqueline Held dá uma definição que nos fará entender melhor a diferença entre os dois termos.
[…] a narração realista descreve coisas que existem, que cada um de nós pode ver. Na narração dita realista, uma raposa é uma raposa, enquanto uma menina é uma menina. Uma e outra não coincidem, não se misturam intimamente e como se por evoluções insensíveis. Na narração fantástica isso pode ocorrer. [...]
Contudo vale lembrar que tanto o maravilhoso quanto o fantástico tem a função especial de nos lavar a um mundo que não é nosso, mas que está sempre presente na nossa imaginação.

Que tal socializarmos ideias? É só postar.

Segue links com versões mais antigas de contos de fada e mais outras coisas:
http://www.sca.org.br/contosinfantis/contosinfantis.htm
http://www.psbnacional.org.br/upd_blob/0000/967.pdf

segunda-feira, 25 de abril de 2011

leitura na infância








Através da leitura entramos no mundo mágico da nossa imaginação,realizamos sonhos,construímos castelos,viajamos por lugares que talvez nunca os conheceremos de fato, isso porque trata-se de um texto escrito de forma artística, contendo uma estética que torna a linguagem atrativa e harmoniosa.Para satisfazer uma necessidade humana é composto também de ficção e de mensagens que retratam a vida humana de forma subjetiva, levando-nos a identificar-se com seus personagens e as histórias vividas por eles.
Partindo deste contexto é fácil entender o encantamento da criança quando se depara com a literatura infantil.Segundo Graça Paulino, a leitura deste livros causam satisfação, envolvem a criança prazerosamente,podem impressionar,emocionar,espantar.Desenvolvem a sensibilidade mostrando que a experiência artística não é só do autor, mas também do leitor.No entanto é muito importante lembrar que esta leitura,caso seja utilizada de forma inadequada pelo professor, pode trazer sérias consequências para o para que a lê.Para pensarmos um pouco mais no assunto discutiremos um pouco sobre o texto de Maria do Rosário Mortatti, intitulado Leitura e formação do gosto (por uma pedagogia do desafio do desejo),que é um auxilio fantástico para quem se utiliza da literatura infantil como recurso pedagógico.Segundo ela, o gosto pela leitura pode se aprendido como qualquer outra coisa na nossa vida,contrariando portanto a ideia de que alguém nasce gostando ou não de ler, como se tivéssemos destinados a ser bons ou maus leitores, para Mortatti o gosto se forma saindo do conformismo, ou seja, saindo do já conhecido para o novo, não dá para se limitar apenas no que a criança se interessa em saber, é necessário mover o desejo de buscar, de conhecer o que não está diante dos seus olhos e, principalmente, os objetivos do professor ao usar a literatura infantil, precisam estar voltados em contribuir para a formação do leitor e não como paradidático para trabalhar ortografia ou gramática, desfazendo toda a magia do texto, como também não deve ser usado unicamente para dá lição de comportamento , mas, sempre buscando apontar avanços, problematizando o conhecido, transformando-o num desafio que cause movimento.É conhecer para gostar e para agir.