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terça-feira, 21 de junho de 2011

Leitura como experiência

VERPA
SINHA
ILEA
IRCA

As letras embaralhadas formam o título de um conto de fadas, você consegue decifrá-lo? Pois é, não é tão simples quanto parece. Elas se referem a história da princesa e a ervilha. Durante a aula apenas uma de nossas colegas conseguiu desvendar o mistério. A professora Giselly Lima aproveitou a ocasião para chamar nossa atenção para a importância de conhecer os contos e de fazer de toda leitura uma experiência, precisamos viver o que estamos lendo. As discussões giravam em torno de um texto de Celso Sisto, segue um resumo:
Quando abrimos os olhos, a vida se coloca à nossa frente. Inevitavelmente começamos a formar um repertório de história: a nossa história. Somos criança e queremos brinquedo, os bichos, outras crianças, o doce , a fantasia. Somos jovens e queremos a aventura, a ação, a prova, o ato heróico, o primeiro amor, o riso. Somos adultos e queremos tudo. Somos velhos e queremos tudo de novo.
Segundo o Celso Sisto, existem muitas maneiras de se chegar ao mundo, e que existem algumas maneiras de se conhecer o mundo. Mas não há como escapar: diz o autor, o mundo é uma grande história que se lê diariamente. De olhos abertos podemos perceber que cada um faz parte desse grande livro. Às vezes nos colocamos na história como personagem principal, às vezes como aquele personagem nem tão especial, mas que está sempre ao lado do “mocinho” e é seu amigo inseparável. Mas, por outro lado melhor mesmo é ser bicho solto com comportamento humano, ou quem sabe, apenas alguém que observa e vai dando sentido as coisas.
Ele afirma ainda, que no exercício de juntar pedaços para construir o conhecimento do mundo, vamos também decifrando o mundo, lendo o mundo. Ele faz as seguintes perguntas: Ler é dialogar? É. Ler é duvidar? É. Ler é entender os significados das coisas, e por isso, e por isso entender os outros? É. Então afirma o autor, ler um bom livro é sempre garantir a mudança: nós nunca somos os mesmos, depois de termos terminada a leitura.
Terminada no papel e continuada pra vida! Ou seja, segundo, o que entendi tudo de bom que lemos serve de aprendizagem para o resto da vida, e que ler é ir além da capa e do título. É ler as imagens dentro e fora dos livros.
Descobrir outra dimensão da palavra. Ler jornal, porque informa; ler quadrinhos, porque diverte; ler poesia porque aponta o sentido do belo, ler o livro porque além de tudo se pode voltar quando se quer, e ler de novo, e sublinhar aquela frase marcante,discutir com os amigos, e carregar para todo lugar, e ficar pensando, aumentando, transferindo,
Criando junto.
É do fascínio de ler que nasce o fascínio de contar. E contar história hoje significa salvar o mundo imaginário.
A prática de contar história se desenvolveu muito, do fim do século passado aos nossos dias. Exige do contador um aperfeiçoamento técnico.
Por toda essas coisas o trabalho de formação de um contador de história obedece a um certo ritual. O ritual do autoconhecimento, o ritual de observação do outro, o ritual de abrir o imaginário com a chave que cada um escolhe, pelo exercício de contar uma história como se conta um fato da vida pessoal, com envolvimento, emoção, naturalidade, credibilidade.
Quem conta tem que dar a cada lugar o desenho necessário para enriquecer a narração.
Quem conta, conta duas, conta três e brinca com alternância, e preocupa-se com o equilíbrio. E cria a condição favorável para que outros artistas convidados possam também contar, durante a sessão, história do seu jeito, de preferência usando outras linguagens: a música, a mímica, a dança, as artes plásticas.
Segundo Celso Sisto, uma história, para o ouvinte começa a nascer no impulso do olho. A força do olhar de quem conta vai saber logo se encontra eco na imaginação de quem ouve. Mas quem conta é quem traz pra perto, quem respira junto e quem dialoga.
Embora se saiba que quem conta um conto aumenta um ponto, uma vírgula, uma exclamação e uma boca aberta diante das possibilidade de se construir um mundo melhor- povoado de histórias!

Para concluir a aula, Giselly falou sobre os cuidados que devemos ter ao contar uma história, pois quando ela é de tradição oral é possível cada um contá-la do seu jeito, no entanto , quando o texto é de autoria, para contá-lo é necessário decorar cada palavra pois se algo for mudado ele perde sua originalidade, seguindo nessa perspectiva, ela contou a lenda da Maria Angula, é  uma de nossas postagens, que tal ler e comentar?

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