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Bem Vindos ao Magia da Literatura Infantil



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terça-feira, 21 de junho de 2011

Poesias para sussurrar

Estamos nos preparando para os sussurradores.Esta experiência, segundo nossa professora, começou em Salvador, mas já foi feita em outros lugares, todas inspiradas no grupo francês Les Souffleurs. Estamos muito anciosos, e temos a terefa de encontrar um poema curto, que não seja de amor ou religioso, para evitar constrangimentos, tendo em vista que iremos sussurra-lo no ouvido das pessoas que encontrarmos na universidade usando um tubo, que já estamos preparando, aguardem.
Por enquanto, segue uma lista de nomes de poetas sugeridos em sala para a realização da atividade:
Elisa Lucinda
Manoel de Barros
Cecília Meireles
Carlos Drumond de Andrade
Vinícios de Moraes
Celso Sisto
Mário Qintana
Jayme de Altavilla

Que tal nos deliciarmos com um poema de Elisa Lucinda?

O Amor de Dudu nas Águas

Estou virando uma menina
tornada mulherinha
com tanta coleirinha
de maturidade
ainda assim me sinto parida agora
tenra, maçã nova
nova Eva novo pecado.
Tudo gira e eu renasço menina
vestido curto na alma de dentro...
Deixo no mar os velhos adereços
a velha cristaleira, os velhos vícios
as caducas mágoas.
Nasce a mulher-menina de se amar
com água no ventre e no olhar.
Nasce a Doudou das Águas.

visite: http://www.les-souffleurs.fr/

Leitura como experiência

VERPA
SINHA
ILEA
IRCA

As letras embaralhadas formam o título de um conto de fadas, você consegue decifrá-lo? Pois é, não é tão simples quanto parece. Elas se referem a história da princesa e a ervilha. Durante a aula apenas uma de nossas colegas conseguiu desvendar o mistério. A professora Giselly Lima aproveitou a ocasião para chamar nossa atenção para a importância de conhecer os contos e de fazer de toda leitura uma experiência, precisamos viver o que estamos lendo. As discussões giravam em torno de um texto de Celso Sisto, segue um resumo:
Quando abrimos os olhos, a vida se coloca à nossa frente. Inevitavelmente começamos a formar um repertório de história: a nossa história. Somos criança e queremos brinquedo, os bichos, outras crianças, o doce , a fantasia. Somos jovens e queremos a aventura, a ação, a prova, o ato heróico, o primeiro amor, o riso. Somos adultos e queremos tudo. Somos velhos e queremos tudo de novo.
Segundo o Celso Sisto, existem muitas maneiras de se chegar ao mundo, e que existem algumas maneiras de se conhecer o mundo. Mas não há como escapar: diz o autor, o mundo é uma grande história que se lê diariamente. De olhos abertos podemos perceber que cada um faz parte desse grande livro. Às vezes nos colocamos na história como personagem principal, às vezes como aquele personagem nem tão especial, mas que está sempre ao lado do “mocinho” e é seu amigo inseparável. Mas, por outro lado melhor mesmo é ser bicho solto com comportamento humano, ou quem sabe, apenas alguém que observa e vai dando sentido as coisas.
Ele afirma ainda, que no exercício de juntar pedaços para construir o conhecimento do mundo, vamos também decifrando o mundo, lendo o mundo. Ele faz as seguintes perguntas: Ler é dialogar? É. Ler é duvidar? É. Ler é entender os significados das coisas, e por isso, e por isso entender os outros? É. Então afirma o autor, ler um bom livro é sempre garantir a mudança: nós nunca somos os mesmos, depois de termos terminada a leitura.
Terminada no papel e continuada pra vida! Ou seja, segundo, o que entendi tudo de bom que lemos serve de aprendizagem para o resto da vida, e que ler é ir além da capa e do título. É ler as imagens dentro e fora dos livros.
Descobrir outra dimensão da palavra. Ler jornal, porque informa; ler quadrinhos, porque diverte; ler poesia porque aponta o sentido do belo, ler o livro porque além de tudo se pode voltar quando se quer, e ler de novo, e sublinhar aquela frase marcante,discutir com os amigos, e carregar para todo lugar, e ficar pensando, aumentando, transferindo,
Criando junto.
É do fascínio de ler que nasce o fascínio de contar. E contar história hoje significa salvar o mundo imaginário.
A prática de contar história se desenvolveu muito, do fim do século passado aos nossos dias. Exige do contador um aperfeiçoamento técnico.
Por toda essas coisas o trabalho de formação de um contador de história obedece a um certo ritual. O ritual do autoconhecimento, o ritual de observação do outro, o ritual de abrir o imaginário com a chave que cada um escolhe, pelo exercício de contar uma história como se conta um fato da vida pessoal, com envolvimento, emoção, naturalidade, credibilidade.
Quem conta tem que dar a cada lugar o desenho necessário para enriquecer a narração.
Quem conta, conta duas, conta três e brinca com alternância, e preocupa-se com o equilíbrio. E cria a condição favorável para que outros artistas convidados possam também contar, durante a sessão, história do seu jeito, de preferência usando outras linguagens: a música, a mímica, a dança, as artes plásticas.
Segundo Celso Sisto, uma história, para o ouvinte começa a nascer no impulso do olho. A força do olhar de quem conta vai saber logo se encontra eco na imaginação de quem ouve. Mas quem conta é quem traz pra perto, quem respira junto e quem dialoga.
Embora se saiba que quem conta um conto aumenta um ponto, uma vírgula, uma exclamação e uma boca aberta diante das possibilidade de se construir um mundo melhor- povoado de histórias!

Para concluir a aula, Giselly falou sobre os cuidados que devemos ter ao contar uma história, pois quando ela é de tradição oral é possível cada um contá-la do seu jeito, no entanto , quando o texto é de autoria, para contá-lo é necessário decorar cada palavra pois se algo for mudado ele perde sua originalidade, seguindo nessa perspectiva, ela contou a lenda da Maria Angula, é  uma de nossas postagens, que tal ler e comentar?

Maria Angula

(Conto de tradição oral equatoriana)

Maria Angula era uma menina alegre e viva, filha de um fazendeiro de Cayambe. Era louca por uma fofoca e vivia fazendo intriga com os amigos para jogá-los uns contra os outros. Por isso, tinha fama de leva-e-traz, linguaruda e era chamada de moleca fofoqueira.

Assim viveu Maria Angula até os dezesseis anos, dedicada a armar confusão entre os vizinhos, sem ter tempo para aprender a cuidar da casa e a preparar pratos saborosos.

Quando Maria Angula se casou, começaram os seus problemas. No primeiro dia, o marido pediu-lhe que fizesse uma sopa de pão com miúdos, mas ela não tinha a menor idéia de como prepará-la.

Queimando as mãos com uma mecha embebida em gordura, acendeu o carvão e levou ao fogo um caldeirão com água, sal e colorau, mas não conseguiu sair disso: não fazia idéia de como continuar.

Maria lembrou-se, então, de que na casa vizinha morava Dona Mercedes, cozinheira de mão cheia e, sem pensar duas vezes, correu para lá:

- Minha cara vizinha, por acaso a senhora sabe fazer sopa de pão de miúdos?

- Claro, Dona Maria. É assim: primeiro, coloca-se o pão de molho em uma xícara de leite, depois despeja-se este pão no caldo e, antes que ferva, acrescentam-se os miúdos.

- Só isso?

- Só, vizinha.

- Ah – disse Maria Angula – mas isso eu já sabia! – e voou para a sua cozinha a fim de não esquecer a receita.

No dia seguinte, como o marido lhe pediu que fizesse um ensopado de batatas com toicinho, a história se repetiu.

- Dona Mercedes, a senhora sabe como se faz o ensopado de batatas com toicinho?

E, como da outra vez, tão logo a sua boa amiga lhe deu todas as explicações, Maria Angula exclamou:

- Ah É só? Mas isso eu já sabia! – e correu imediatamente para casa, a fim de prepará-lo.

Como isso acontecia todas as manhãs, Dona Mercedes acabou se enfezando. Maria Angula vinha sempre com a mesma história: “Ah, é assim que se faz arroz com carneiro? Mas isso eu já sabia!! Ah, é assim que se prepara a dobradinha? Mas isso eu já sabia!!”. Por isso, a mulher decidiu dar-lhe uma lição e, no dia seguinte:

- Dona Mercedinha!

- O que deseja, Dona Maria?

- Nada, querida, só que o meu marido quer comer no jantar um caldo de tripas e bucho e eu…

- Ah, mas isso é fácil demais! – disse Dona Mercedes. E antes que Maria Angula a interrompesse, continuou:

- Veja, vá ao cemitério levando um facão bem afiado. Depois, espere chegar o último defunto do dia e, sem que ninguém a veja, retire as tripas e o estômago dele. Ao chegar, lave-os muito bem e cozinhe-os com água, sal e cebolas. Depois de ferver por uns dez minutos, acrescente alguns grãos de amendoim e está pronto. É o prato mais saboroso que existe.

- Ah! – disse, como sempre, Maria Angula – É só? Mas isso eu já sabia!

E, num piscar de olhos, estava ela no cemitério, esperando pela chegada do defunto mais fresquinho. Quando já não havia mais ninguém por perto, dirigiu-se, em silêncio, à tumba escolhida. Tirou a terra que cobria o caixão, levantou a tampa e… Ali estava o pavoroso semblante do defunto! Teve ímpetos de fugir, mas o próprio medo a deteve ali. Tremendo dos pés à cabeça, pegou o facão e cravou-o uma, duas, três vezes na barriga do finado e, com desespero, arrancou-lhe as tripas e o estômago. Então, voltou correndo para casa. Logo que conseguiu recuperar a calma, preparou o jantar macabro que, sem saber, o marido comeu, lambendo os beiços.

Nessa mesma noite, enquanto Maria Angula e o marido dormiam, escutaram-se uns gemidos nas redondezas. Ela acordou sobressaltada. O vento zumbia misteriosamente nas janelas, sacudindo-as e, de fora, vinham uns ruídos estranhos, de meter medo a qualquer um.

De súbito, Maria Angula começou a ouvir um rangido nas escadas. Eram os passos de alguém que subia em direção ao seu quarto, com um andar dificultoso e retumbante, e que se deteve diante da porta. Fez-se um minuto de eterno silêncio e, logo depois, Maria Angula viu o resplendor fosforescente de um fantasma. Um grito surdo e prolongado paralisou-a:

- Maria Angula, devolva as minhas tripas e o meu estômago que você roubou da minha santa sepultura!

Maria Angula sentou-se na cama horrorizada e, com os olhos esbugalhados de tanto medo, viu a porta se abrir, empurrada, lentamente, por essa figura luminosa e descarnada.

A mulher perdeu a fala. Ali, diante dela, estava o defunto, que avançava mostrando-lhe o semblante rígido e o ventre esvaziado.

- Maria Angula, devolva as minhas tripas e o meu estômago que você roubou da minha santa sepultura!

Aterrorizada, escondeu-se debaixo das cobertas para não vê-lo, mas imediatamente sentiu umas mãos frias e ossudas puxarem-na pelas pernas e arrastarem-na, gritando:

- Maria Angula, devolva as minhas tripas e o meu estômago que você roubou da minha santa sepultura!

Quando Manuel acordou, não encontrou mais a esposa. Muito embora tenha procurado por ela em toda parte, jamais soube do seu paradeiro

Gostou? Assustador não? agora imagine conta-la para crianças, não muito pequenas é claro, será uma experinêcia bem legal tenho certeza.
Já ouviu a lenda da mulher da capa preta? Essa é bem alagoana, é um conto folclórico e de tradição oral também. Você pode visitar os links abaixo para conhece-la.

visite: gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=169878
Agora, em uma versão engraçada: http://www.youtube.com/watch?v=gFt9RvVg3Bk&feature=related

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Ensinando estratégias de leitura

Hoje queremos discutir brevemente sobre estratégias de leitura baseando-nos nas concepções de Isabel Solé (1998), mas antes, compreendemos que seria importante entender o que seria a leitura na perspectivas de autores que tem uma visão voltada para a alfabetização e letramento, como também, o que prevê os parâmetros curriculares nacionais para a língua portuguesa no ensino fundamental, e partir de então compreendermos o real valor do ensino de estratégias de leitura dentro da sala de aula.
A esse respeito Cavalcante e Freitas, (1998, p.101) fazem a seguinte afirmação: “A leitura na ótica de soares, é uma habilidade pertencente a dimensão individual,definida como um conjunto de habilidades lingüísticas e psicológicas que se estende desde as habilidades de decodificar palavras escritas até a capacidade de interpretar textos escritos. Abrangendo desde a \z de traduzir em sons sílabas sem sentido, a habilidade cognitiva e metacognitivas, incluindo: habilidade de decodificar símbolos escritos; a capacidade de captar significados; a capacidade de captar seqüência de idéias ou eventos, analogias, comparações, linguagem figurada, relações complexas, anáforas; habilidade de fazer previsões iniciais sobre o sentido do texto, de construir significado combinando conhecimentos prévios e informação textual, de monitorar a compreensão e modificar previsões iniciais quando necessário, de refletir sobre o significado do que foi lido, tirando conclusões e fazendo julgamento sobre o conteúdo.”
O contato com diversos materiais de leitura, é fator essencial para o desenvolvimento dessas capacidades e habilidades na leitura, no entanto Isabel Solé propõe que é de suma importância o ensinos de estratégias de leitura nesse processo.
Existem fatores que possibilitam a compreensão de um texto, como por exemplo, o seu conteúdo ter sentido para o leitor. Dificilmente nos interessamos por algo que não tem relação com o que vivemos ou quando não conhecemos absolutamente nada do conteúdo tratado, desta forma a leitura torna-se insignificante.
Outro fator do qual depende a compreensão é o leitor ter consciência do que entendeu e o que não entendeu e a partir daí, formular estratégias que possibilitem a compreensão, como por exemplo, ler novamente.
É de suma importância estratégia de compreensão de leitura com o objetivo de formar leitores autônomos, no entanto não basta ensina estratégias, já que são muitas, se a criança não usá-las na prática. Segue uma série de estratégias que podem contribuir para a compreensão leitora:
• Etapa modelo – O professor serve como modelo para o aluno, mediante sua própria leitura.
• Etapa participação do aluno – O aluno participa do uso de estratégias que vão lhe facilitar a compreensão do texto. Nesta etapa deve-se garantir a transferência da responsabilidade e do controle do professor para o aluno.
• Etapa da leitura silenciosa – Os alunos realizam sozinhos as atividades que, nas fases anteriores realizaram com a ajuda do professor.
São diversas as estratégias propostas por Isabel Solé, no entanto acredito que o mais importante neste momento é compreender a importância do ensino de estratégias de leitura com o objetivo de “formar um leitor competente que compreenda o que lê; que possa aprender a ler também o que não está escrito, identificando elementos implícitos; que estabeleça relação entre o texto que lê e os outros textos já lidos; que saiba que vários sentidos podem ser atribuídos a um texto; que consiga justificar e validar a sua leitura a partir da localização de elementos discursivos”. (PCNs, 1997)

terça-feira, 24 de maio de 2011

Contos de fada

As discussões feitas em sala esta semana, nos levaram a perceber que os contos de fada nem sempre existiram como conhecemos hoje. Na verdade, tratavam-se de história que eram contadas nas comunidades com o objetivo de alertar sobre perigos ou passar uma moral...Como por exemplo, a chapeuzinho vermelho que numa versão mais antiga foi devorada pelo lobo junto com a vovó.
A história era contada com o objetivo de evitar que as moças andassem sozinhas, pois algum estranho poderia lhes fizer algum mal. Alguns escritores passaram a recolher esses contos populares e escrevê-los em versões mais suaves como fizeram os irmão Gimm, Perroult, Anderson e outros, isso porque já se tinha a intenção de trazer esses contos para a escola, daí a necessidade de transformá-los em histórias para crianças.
De acordo com Giselly Lima, nossa professora, como também, com base no texto que foi trabalhado em sala, os contos de fada tem características únicas em relação aos demais gêneros da literatura infantil, principalmente a presença do maravilhoso, que tanto pode ser um ser mágico como uma fada, por exemplo, como pode ser um caçador que aparece no momento exato para salvar a chapeuzinho vermelho, ou os irmãos da esposa do Homem da Barba Azul, que foi um dos textos lidos em sala pela professora. Outros elementos do conto são:
Personagens poucas, em geral tipos com suas qualidades elevadas a um grau máximo.
O meio, um lugar não muito detalhado com precisão.
A intriga
O motivo das ações é bem simples e é resolvido de forma abrupta.
Técnica de exposição: sucessão de atos isolados que se encadeiam sob diversas formas.
Final feliz;resolução reasseguradora de que tudo terminará bem. Os contos supõem que se obtém de maneira idêntica.
No geral os contos podem ser realistas, que é quando o maravilhoso se aproxima do real, como podem ser também fantásticos. Jacqueline Held dá uma definição que nos fará entender melhor a diferença entre os dois termos.
[…] a narração realista descreve coisas que existem, que cada um de nós pode ver. Na narração dita realista, uma raposa é uma raposa, enquanto uma menina é uma menina. Uma e outra não coincidem, não se misturam intimamente e como se por evoluções insensíveis. Na narração fantástica isso pode ocorrer. [...]
Contudo vale lembrar que tanto o maravilhoso quanto o fantástico tem a função especial de nos lavar a um mundo que não é nosso, mas que está sempre presente na nossa imaginação.

Que tal socializarmos ideias? É só postar.

Segue links com versões mais antigas de contos de fada e mais outras coisas:
http://www.sca.org.br/contosinfantis/contosinfantis.htm
http://www.psbnacional.org.br/upd_blob/0000/967.pdf

segunda-feira, 25 de abril de 2011

leitura na infância








Através da leitura entramos no mundo mágico da nossa imaginação,realizamos sonhos,construímos castelos,viajamos por lugares que talvez nunca os conheceremos de fato, isso porque trata-se de um texto escrito de forma artística, contendo uma estética que torna a linguagem atrativa e harmoniosa.Para satisfazer uma necessidade humana é composto também de ficção e de mensagens que retratam a vida humana de forma subjetiva, levando-nos a identificar-se com seus personagens e as histórias vividas por eles.
Partindo deste contexto é fácil entender o encantamento da criança quando se depara com a literatura infantil.Segundo Graça Paulino, a leitura deste livros causam satisfação, envolvem a criança prazerosamente,podem impressionar,emocionar,espantar.Desenvolvem a sensibilidade mostrando que a experiência artística não é só do autor, mas também do leitor.No entanto é muito importante lembrar que esta leitura,caso seja utilizada de forma inadequada pelo professor, pode trazer sérias consequências para o para que a lê.Para pensarmos um pouco mais no assunto discutiremos um pouco sobre o texto de Maria do Rosário Mortatti, intitulado Leitura e formação do gosto (por uma pedagogia do desafio do desejo),que é um auxilio fantástico para quem se utiliza da literatura infantil como recurso pedagógico.Segundo ela, o gosto pela leitura pode se aprendido como qualquer outra coisa na nossa vida,contrariando portanto a ideia de que alguém nasce gostando ou não de ler, como se tivéssemos destinados a ser bons ou maus leitores, para Mortatti o gosto se forma saindo do conformismo, ou seja, saindo do já conhecido para o novo, não dá para se limitar apenas no que a criança se interessa em saber, é necessário mover o desejo de buscar, de conhecer o que não está diante dos seus olhos e, principalmente, os objetivos do professor ao usar a literatura infantil, precisam estar voltados em contribuir para a formação do leitor e não como paradidático para trabalhar ortografia ou gramática, desfazendo toda a magia do texto, como também não deve ser usado unicamente para dá lição de comportamento , mas, sempre buscando apontar avanços, problematizando o conhecido, transformando-o num desafio que cause movimento.É conhecer para gostar e para agir.